sábado, 10 de julho de 2010

Personagens e arquétipos: Salisto Sielant - Parte I

Boa noite.

Após um mês de atraso, retomo esse blog para expor aos leitores vários personagens e perfis relevantes para a Casa de Sielant, iniciando com o fundador desta, o próprio Salisto Sielant.

Como já escrito no website criado por Dana,

[...]Era o segundo irmão em ordem de descendência, sua irmã mais velha era Annagarra. Salisto sempre foi conhecido por sua esperteza e inteligência. Para encontrá-lo, o lugar era certo: a Biblioteca.


Salisto adorava conhecer coisas novas, formular teorias e ganhou muitos prêmios por suas habilidades. Aliás, foi Salisto quem construiu a torre das Estrelas, pois eram tantos troféus e até então não havia um lugar específico para guardá-los.

A única coisa que fazia Salisto sair do castelo eram os bosques encantados que circundam o Vilarejo Brilhante. Ele adorava observar a vida dos animais e escreveu vários artigos científicos sobre isso. O seu artigo mais famoso foi pautado nos esquilos, que foram escolhidos os animais símbolo da casa de Sielant.

Salisto era um homem ruivo, com estatura mediana e assustadoramente magro. Rotineiramente usava óculos de grau, gravata borboleta e elegantes smokings.[...]


O primeiro parágrafo já nos informa muito sobre o fundador, ou o "Mestre", como Salisto é chamado em alguns círculos, notadamente os mais antigos. Trata-se do primeiro filho homem de Dom Mahart, o que, em tempos antigos, era de grande valia, por tratar-se daquele que levará adiante o nome da família. No caso de Salisto, ele também é filho de uma princesa, o que lhe dá um grande status na linha de sucessão das terras de sua mãe:

[...]Desconsolados, Dom Mahart e a pequena Annagarra partiram para as frias terras do norte. Nessas terras distantes, uma princesa se apaixonou pelo nosso herói galanteador, e adivinhem? Houve uma maravilhosa festa de casamento, e em pouco tempo nasceu Salisto Sielant, um saudável bebê ruivo.


Bons anos se passaram em calmaria. Annagarra já era uma mocinha com gênio indomável, e Salisto era um jovem estudioso e amante da natureza. Contudo, algo muito triste veio abalar a família: a princesa Sielant adquiriu uma doença letal. Em questão de dias, a esposa de Dom Mahart veio a falecer, definhada em sua cama real.[...]
A primeira conclusão a ser tirada sobre Salisto é que este possuía um enorme fardo de responsabilidade, tendo uma reputação a zelar para os dois lados da família. Não se sabe se a inteligência e a astúcia são consequências diretas de sua posição, porém enfatizam ainda mais sua posição de herdeiro e de responsável pelos irmãos. A carga de responsabilidade, porém, foi amenizada, já que o castelo foi dividido igualmente entre os quatro irmãos. Infelizmente, não há registros sobre sua relação com a família de Vivian Sielant após sua morte, exceto uma visita de seu tio Vladimir Sielant ao Vilarejo Brilhante, provavelmente com o propósito de discutir a posição de Salisto, então apenas um menino entre sete e oito anos de idade.

As duas características que formam o lema da casa que carrega seu nome, Inteligência e Esperteza, revelam facetas importantes desse homem: mesmo dado ao isolamento por longos períodos na biblioteca, estudando ou formulando análises e teorias, ainda mantinha um certo traquejo social, um conhecimento dos relacionamentos interpessoais, maneiras e padrões da sociedade (de fato, bagagem necessária para um herdeiro da nobreza). Conhecia o mundo exterior, sabia o que tinha fora dos livros. É bem possível que suas idas (talvez acampamentos) aos bosques tenham sido furtivas, usando seus longos períodos de estudo como álibi para não ser visto nas áreas comuns do castelo por dias.

Há nisso um certo conflito de valores: a tradição e a modernidade, o respeito aos mais velhos e o desejo de superá-los, o respeito ás regras, porém sem uma obediência absoluta. Mesmo adotando uma postura conservadora como, quando muito jovem, repreendeu sua irmã mais velha Annagarra por sair desacompanhada, afirmando não ser atitude digna de uma "mocinha", seus trajes sóbrios, sérios, destacando sua intelectualidade, além de seus diversos prêmios, havia traços de rebeldia, como seus cabelos longos (sentado, de verde) e suas expedições, denotando um certo desprezo ao protocolo, bailes e futilidades da corte (sua magreza, que implica em esquecer-se de comer,  pode denotar desprezo aos excessos, representados em banquetes). O animal escolhido para seu estudo mais famoso, o esquilo, é caracterizado pela sua enorme destreza e rapidez, fazendo com que seus predadores o percam de vista, denota o desejo de Salisto de estar à frente.

Ironicamente, o tradicionalismo somado ao desejo de coisas novas reforça ainda mais sua condição de varão, de governante competente.

Essa interpretação pode ser estranhamente considerada verdadeira pela mudança da data de sua semana comemorativa do meio de setembro (signo de Virgem) para o meio de fevereiro (signo de Aquário), que representam a reflexão meticulosa e o desejo de modernidade, respectivamente.

A escolha pela natureza revela outro dado interessante sobre o fundador: ele deseja integrar-se com o mundo, não apenas observá-lo de cima. Conhecia os prejuízos da alienação. Talvez essa seja a razão de seu bom relacionamento com sua irmã mais nova, Morgana, que apesar de ser mais dada aos luxos da corte e das artes (o esplendor), não se submetia à espiral de futilidade causada pela riqueza (a sabedoria).

Seu mau relacionamento com sua irmã Annagarra pode ser justificado pelas diferenças díspares de personalidade: Annagarra é geniosa, direta, desafiadora, enquanto Salisto é mais recluso e valoriza o silêncio (Sielant pode ser muito bem uma corrupção do inglês silent, silencioso). Havia uma rivalidade entre os dois, sendo ela a filha mais velha e ele o filho homem mais velho: as passagens secretas e inventos de Annagarra são uma forma de provar que ela é tão capaz quanto o irmão, enquanto os estudos de Salisto são instrumentos para causar orgulho em seu pai e provar sua competência como herdeiro.
Não há registros oficiais sobre descendência. Já em registros não-oficiais, conta que foi casado com Sarah Sielant (fonte: Kino) e teve uma filha, Samara (fonte: Aline), que compartilhava de seus ideais. Não há informações sobre sua morte, porém é sabido que ele não foi o último dos quatro irmãos a falecer, posto ocupado por Horácio Hulozine.

Algumas interpretações valorizadas, porém não oficializadas, sobre Salisto Sielant afirmam que ele era dono de uma língua ferina, com um diálogo seco e sarcástico (isso em parte oficializado na Semana Sielantina de 2010, com a carta que respondeu á seu amigo), além de seus traços andróginos (estatura mediana, magreza, cabelos longos, provável palidez) serem de grande beleza, que ele utilizou em seu favor. Porém, esses dados não-oficiais são o conteúdo do próximo post.

Obriago por lerem esse texto relativamente longo, porém de grande importância para a casa.

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